PREVIDÊNCIA/CAETANO: SE EXISTE MOMENTO DE BAIXA GERAÇÃO DE EMPREGO, ARRECADAÇÃO TENDE A CAIR

26/01/2017 11:43:20 - AE NEWS

PREVIDÊNCIA/CAETANO: SE EXISTE MOMENTO DE BAIXA GERAÇÃO DE EMPREGO, ARRECADAÇÃO TENDE A CAIR
 
Fonte: Agência Estado/Broadcast
 

Brasília, 26/01/2017 - A desaceleração da economia e o encolhimento do mercado de trabalho contribuíram fortemente para a ampliação do déficit do INSS em 2016, afirmou há pouco o secretário da Previdência do Ministério da Fazenda, Marcelo Caetano. "O déficit cresceu em 2016 por questões conjunturais e estruturais. Mas se existe momento de baixa geração de emprego, e a arrecadação é muito pautada pela folha, é natural que o déficit aumente", disse.

Na conta de fatores estruturais, o secretário mencionou o envelhecimento da população, que é contínuo e tem ocorrido de forma acelerada - tanto que mesmo o resultado da Previdência urbana, que ficaram no azul entre 2009 e 2015, tendem a ficar deficitárias. Mas, segundo ele, no ano passado a questão conjuntural foi mais forte.

As receitas previdenciárias cresceram 2,2% em termos nominais para R$ 358,137 bilhões (5,8% do PIB). Enquanto isso, as despesas avançaram 16,5%, para R$ 507,871 bilhões (8,2% do PIB).

Segundo Caetano, o objetivo da reforma da Previdência não é eliminar com o déficit, mas evitar a continuidade do crescimento das despesas da área em relação ao PIB. "O intuito da reforma não é acabar com o déficit, mas poder ter trajetória da despesa previdenciária como proporção do PIB mais estável, em torno de 8%", disse.

Para este ano, a previsão é de que o déficit do INSS fique em R$ 181,2 bilhões. Mas o secretário afirmou que é normal haver revisões ao longo do ano, conforme há mais informações disponíveis sobre o desempenho da arrecadação. "Como ainda está no início do ano, é normal que haja revisões", afirmou.

Técnicos avaliam que a estimativa de déficit de R$ 181,2 bilhões, por ser apenas uma projeção, é a menos precisa e pode aumentar conforme a obtenção de informações sobre o mercado de trabalho e a atividade. Economistas, por sua vez, têm avaliado que o desemprego ainda deve aumentar ao longo deste ano.




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