FAZENDA REJEITA "PRONTO-SOCORRO" PARA IMPULSIONAR ECONOMIA BRASILEIRA

05/12/2016 07:27:12 - AE NEWS

FONTES: FAZENDA REJEITA "PRONTO-SOCORRO" PARA IMPULSIONAR ECONOMIA BRASILEIRA
 

Brasília, 05/12/2016 - Sob pressão, o Ministério da Fazenda rejeita soluções fáceis de “pronto-socorro” para impulsionar a economia brasileira. Esse tipo de estratégia já foi utilizada no passado recente e não resolveu a crise do País, dizem fontes da equipe econômica. O Broadcast apurou que medidas para a retomada do crescimento vão envolver soluções para a recuperação judicial e a negociação das empresas com os bancos credores. Elas, porém, só começarão a ser anunciadas a partir de janeiro.

A equipe econômica considera fundamental a agenda de crescimento, mas é importante que ela venha somente em seguida à consolidação fiscal, depois da aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do teto do gasto e do envio da proposta de reforma da Previdência ao Congresso. A avaliação da Fazenda é que o governo não pode repetir "práticas" de malabarismos que funcionam apenas como uma cortina de fumaça para desviar a atenção.

A pressão sobre o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, cresceu após o anúncio do recuo do PIB no terceiro trimestre, dando munição sobretudo para aliados do PSDB reclamarem por mais espaço no governo na condução da política econômica.

Em reação, a Fazenda avalia uma série de medidas que devem começar a ser anunciadas em janeiro. O foco é dar condições melhores ao processo de recuperação judicial, para que as companhias possam se recuperar mais rápido. Não necessariamente esse processo passará pela liberação dos depósitos compulsórios que os bancos são obrigados a fazer no Banco Central. Mas serão revistos procedimentos judiciais para permitir que as empresas saiam mais rapidamente da crise.

A Fazenda considera normal o clima de agitação e "barata voa" em torno de propostas de medidas de fora do governo que estão surgindo e atribuiu esse quadro não só à dimensão da crise, mas também ao clima pesado em torno das delações da Odebrecht, que pode atingir um grande número de políticos.

A crise financeira nos Estados amplifica o problema. "Essa é uma crise muito profunda, que afetou o crédito das empresas e das pessoas, e demora tempo para ser resolvida", disse um integrante da equipe econômica.

Fonte: Agência Estado/Broadcast




Endereço:
Viaduto Nove de Julho - 1º andar
Bela Vista - CEP: 01050-060
São Paulo - SP
Telefone: (5511) 3291-8735