IPCA-15 acende alerta do mercado para inflação persistente

O IPCA-15 de maio subiu acima do esperado e reforçou o alerta do mercado sobre a inflação no Brasil. O avanço dos preços, principalmente dos alimentos, aumentou a preocupação com juros altos por mais tempo. O cenário também acende o temor de novos impactos econômicos nos próximos meses.

· 2 min de leitura
W in
IPCA-15 acende alerta do mercado para inflação persistente

A prévia da inflação de maio, divulgada pelo IBGE nesta quarta-feira (27), mostrou alta de 0,62% no mês e acumulado de 4,6% em 12 meses, acima do teto da meta estabelecida pelo Banco Central, que é de 4,5%. O resultado ficou acima das projeções do mercado financeiro e reforçou a preocupação com a persistência da inflação no país. 

O principal impacto veio do grupo de alimentação e bebidas, que avançou 1,38% no período e respondeu por quase metade da alta do índice. Economistas alertam que fatores climáticos, como a possível chegada do El Niño no segundo semestre, podem pressionar ainda mais os preços dos alimentos nos próximos meses. 

Especialistas avaliam que a inflação segue espalhada por diversos setores da economia, especialmente alimentos e serviços, mantendo o mercado cauteloso. Apesar disso, a expectativa predominante ainda é de um corte moderado de 0,25 ponto percentual na taxa Selic na próxima reunião do Copom. 

Analistas também destacam que a alta nos preços dentro de casa foi impulsionada tanto por produtos in natura quanto industrializados, indicando uma pressão mais ampla sobre a cadeia de produção. Ao mesmo tempo, itens como automóveis e alguns serviços ajudaram a evitar uma inflação ainda maior no período. 

O cenário externo continua sendo motivo de atenção. Tensões geopolíticas no Oriente Médio, impactos no petróleo e nos fretes internacionais, além da demanda aquecida no Brasil, contribuem para manter as expectativas inflacionárias elevadas. 

Para o mercado financeiro, o resultado reforça a percepção de que os juros devem permanecer altos por mais tempo. Isso mantém o crédito caro, pressiona investimentos das empresas e aumenta os custos de financiamento, principalmente para negócios mais dependentes de capital e expansão. 

Fonte: Forbes